O desenvolvimento sustentável dos recursos hídricos e a gestão integrada das águas.

A disponibilidade de água para o consumo humano vem sendo um dos grandes problemas ambientais em grande escala e prova disso é a crise hídrica que vem acontecendo no Brasil há bastante tempo. É a partir dessa constatação, e em alusão ao Dia Mundial da Água, que hoje abordaremos sobre o desenvolvimento sustentável dos recursos hídricos e a gestão integrada das águas.

O Dia Mundial da Água, comemorado hoje, tem como objetivo colocar em discussão assuntos importantes relacionados a esse recurso natural. A vida no planeta só é possível graças à presença de água, desse modo, cuidar das fontes de água é fundamental para a nossa sobrevivência. O corpo humano, por exemplo, necessita de água para diversos processos, como a manutenção da temperatura corpórea e o transporte de substância.


A água é um dos recursos essenciais para a sobrevivência humana e animal, contudo, na maioria das vezes esse recurso não é utilizado de maneira sustentável, o que resulta na sua poluição e escassez. Por isso a necessidade de uma gestão integrada das águas, um projeto que tem como principal objetivo a alocação, monitoramento e o desenvolvimento sustentável dos recursos hídricos.


Esse projeto tem como base a ideia de que a água é um recurso finito e seu uso é interdependente. Por isso, promove o desenvolvimento coordenado dos recursos hídricos com o intuito de maximizar seu uso sem comprometer a sustentabilidade de ecossistemas. Mas, o que isso quer dizer?


Três ações na gestão integrada dos recursos hídricos explicam como a sustentabilidade da água poderia ocorrer: ser eficiente ao utilizar os recursos; ter igualdade na alocação das águas entre todos os grupos socioeconômicos; e proteção integrada dos ecossistemas e dos recursos hídricos.


Além do mais, contribui para esse processo o ciclo do saneamento básico, o qual envolve o esgotamento sanitário, a gestão dos resíduos sólidos e a drenagem urbana, e é essencial para que o abastecimento de água possa continuar.


Acerca do esgotamento sanitário, precisamos saber que aproximadamente 80% da água disponibilizada para o consumo humano é convertida em esgoto, tipo de efluente que contém uma grande quantidade de organismos patogênicos e elevada carga de poluentes. Caso o esgoto sanitário não seja devidamente coletado e tratado, há um sério risco de comprometimento dos mananciais. Sendo assim, a captação para abastecimento de água dos rios, receptores do esgoto tratado ou in natura, pode ser prejudicado.


Acerca dos resíduos sólidos, conhecidos popularmente como lixo, quando não acondicionados corretamente, podem comprometer a qualidade dos cursos de água superficiais e subterrâneos, seja pelo acúmulo de materiais no leito dos rios, seja pela infiltração de chorume e carreamento de contaminantes.


Sobre a drenagem urbana, ela tem participação fundamental para minimizar os efeitos danosos das enxurradas, além de evitar a sobrecarga desnecessária nos sistemas de coleta de esgoto. Porém, infelizmente, não é raro encontrarmos sistemas de drenagem mal dimensionados ou usados de forma inadequada, como um meio rápido de descarte de lixo e efluentes.


Por isso, a gestão integrada das águas leva em consideração reformas essenciais nesses três pontos cruciais, igualmente importantes e complementares, para começar a resolver o problema da escassez de água, o que se faz tão urgente nos dias de hoje.


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Fonte:

https://www.teraambiental.com.br/blog-da-tera-ambiental/a-importancia-da-gestao-integrada-das-aguas-com-a-crise-hidrica

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